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terça-feira, 30 de junho de 2015

A punição no inferno é eterna?

 inferno em chamas
Muitos que dizem que após a morte de um perdido, existe um período de purgação ou expiação dos pecados, e que posteriormente, após um período determinado, o condenado poderá se sair, entrando na presença de Deus. Investigando a Bíblia, vemos que isso é parcialmente verdade, mas consiste em um erro grave.
Outros, dizem que se um perdido morrer, ele vai ir para o Inferno, e ficará lá para sempre.  Investigando a Bíblia, vemos que isso não acontecerá exatamente assim, e mas é apenas uma abordagem genérica do problema.
O próprio Inferno não é funcionalmente eterno, ele mesmo será lançado no Lago de Fogo.
Ap 20:14  E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
 
Mas antes disso acontecer, as pessoas que estavam dentro dele, sairão.
 
Ap 20:13  E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
E por que saíram do Inferno?
Por que eles ressurgirão, e ainda ganhando um corpo incorruptível, igual ao que Jesus ganhou na ressurreição!!!
Jo 5:28  Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que TODOS OS QUE ESTÃO NOS SEPULCROS ouvirão a sua voz.
Jo 5:29  E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.
Dn 12:2  E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
1Co 15:42  Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
Eles estarão diante de Deus!!
Ap 20:11  E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.
Ap 20:12  E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
Agora, imagine a sensação de alívio, de todos aqueles que estavam no Inferno, E PRINCIPALMENTE, daqueles que acreditavam no purgatório, e que estavam no queimando no Inferno até antes! Eles pensarão consigo “Ufa, até que enfim acabou o meu tempo no purgatório, agora estou no céu”!!
Observe que o livro da vida, é o livro onde os salvos estão escritos.
Lc 10:20  Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.
Se todas aquelas pessoas estavam no Inferno, é por que não eram salvos.
Se não eram salvos, os seus nomes não estão no Livro da Vida.
Ap 20:15  E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.
Assim, aqueles que estavam já aliviados, achando que tinham acabado de penar o seus tempos e pagar os seus pecados no purgatório, eles todos vão descobrir a mais chocante realidade.
O todo aquele sofrimento no Inferno não pode pagar a salvação de suas almas, só o sangue de Cristo poderia os comprar, e quando eles estavam vivos, eles o rejeitaram!!!!!
Então, todo aquele sofrimento no Inferno, foi apenas como um “breve aquecimento”, pois agora que a condenação real vai vir!
Eles, e seus corpos incorruptíveis, serão lançados VIVOS para queimar por toda a eternidade no Lago de Fogo, junto com a besta, e o falso profeta.
Ap 19:20  E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.
* Se passará mil anos, e eles estão lá!!
* Se passará um milhão de anos, e eles estão lá!!
* Se passará um bilhão de anos, e eles estão lá!!
* Se passará um trilhão de anos, e eles estão lá!!
* Eles estarão lá para todo o sempre!
CONCLUSÃO
A punição no Inferno pode não ser eterna, mas a do Lago de Fogo é. Assim, nenhum homem pode mudar o seu destino final, após a sua morte. É bom então, aproveitar o tempo em que estamos vivos. Você pode ser salvo agora mesmo, se arrependendo de todo seu pecado, e depositando a sua confiança para a salvação da sua alma, unicamente no completo e perfeito Sacrifício de Jesus Cristo fez por você. Aproveite essa chance agora, nesse momento, pois o pode ser que seu dia de partir seja hoje mesmo, e se isso acontecer, você perderá a chance da sua vida.
Marcelo Gross
Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)
Article printed from CACP – Ministério Apologético: http://www.cacp.org.br

quarta-feira, 19 de março de 2014

Os muitos chamados e os poucos escolhidos

Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Mateus 22.14
Esta declaração desconcertante merece uma discussão detalhada. Na apresentação de Mateus, Jesus faz referência ao povo de Deus em termos corporativos. Inicialmente notamos a característica dos eklektoi (escolhidos): eles são salvos. Veremos nas epístolas que os “chamados” representam os crentes em Cristo. Entretanto, aqui Jesus distingue entre o grupo maior – os chamados – que recebem o convite, e o grupo menor – os escolhidos – que são salvos. Jesus coloca estes escolhidos em contraste com aqueles que sofrem a punição eterna (22.13). Com a exceção de uma única aplicação a Jesus (Lc 23.35), eklektos (escolhidos) se refere aos crentes. Muito significativamente, neste contexto também descobrimos o critério que distingue os eleitos dos não-eleitos. Se Jesus fornece alguma explicação para o por que alguns são eleitos e outros não, ela está aqui.
Esta dura declaração conclui a parábola das bodas (Mt 22.1-14). Em 22.3 o rei envia os seus servos a fim de convidar ou chamar aqueles que ele convidou. Igualmente em 22.9 o convite sai para todos. Mas os escolhidos são escolhidos porque somente eles responderam ao convite da maneira correta. Os elementos chave na história que diferenciam aqueles que desfrutam do banquete daqueles que não desfrutam são a resposta ao convite e o uso da veste nupcial prescrita. Deixar de desfrutar da festa não depende do rei, mas unicamente dos convidados. Como a cena final torna abundantemente claro, até mesmo estar no salão de festas não é suficiente. Presumivelmente, o homem culpado tinha desafiadoramente recusado trajar-se de modo adequado, como todos os outros convivas.[1] A consequência para o convidado mal vestido era severa: juízo escatológico. Jesus introduz realidade na parábola, usando algumas das figuras distintivas dos sinóticos para o juízo ou punição eterna (veja Mt 8.12; 13.42, 50; 24.51; 25.30; Lc 13.28).[2]
O ambiente adaptado no qual Mateus situa a parábola torna provável que seu Sitz im Leben[3] é a oposição dos oponentes – principais dos sacerdotes, fariseus e saduceus (21.45-46; 22.15, 23). Como líderes da nação judaica, eles tipificavam um povo rebelde que, ao rejeitarem Jesus, estavam desprezando o convite de Deus para o seu banquete messiânico (22.2: “as bodas de seu filho”). Como as parábolas precedentes dos lavradores maus (21.33-44) e dos dois filhos (21.28-32), a parábola das bodas ressalta a recusa dos judeus de virem a Deus em seus termos. Algumas vezes eles inventavam seus próprios termos – como o conviva impropriamente vestido – mas usualmente eles simplesmente recusavam o convite de Deus por completo.
Por outro lado, aqueles que os fariseus consideravam impuros estavam respondendo ao convite de Deus; eles iriam desfrutar de seu banquete. Eles são os escolhidos. Paralelo aos outros usos de eklektos, aqui, também, “escolhidos” significa salvos. Esta parábola deixa explícito o critério para pertencer a este grupo escolhido: uma resposta positiva a Jesus e sua mensagem.[4] Hill diz, “O que indica se alguém está entre os escolhidos ou não é comportamento e ação.”[5] Da parábola entendemos que as pessoas obtêm “o status de escolhidos” em algum momento de suas vidas. Os judeus tiveram toda oportunidade para entrar para a esfera dos eleitos, mas eles recusaram os convites de Deus. Os discípulos aceitaram o convite e estão, portanto, entre os poucos escolhidos.
Ao tirarmos conclusões desta passagem acerca da eleição, devemos ser cautelosos para não vermos nela a teologia paulina[6] ou outras ideias preconcebidas. Pois Mateus faz uma distinção entre aqueles muitos[7] chamados (ou convidados) e um grupo menor, os escolhidos, ainda que para os outros escritores os termos descrevem o mesmo grupo (veja, por exemplo, Rm 8.28-33; 2Pe 1.10; Ap 17.14). Nas disputas de Jesus com os fariseus ele insiste que ninguém pode abusar de sua relação com Deus. Porque alguém ouviu o convite de Deus (ou como quer que descrevemos a posição privilegiada dos judeus), isso não significa garantia de vida eterna. Sutcliffe coloca bem este ponto:
A parábola deixa claro que se os outros não estavam entre os escolhidos, é unicamente porque eles recusaram o chamado. Estava em seu poder estar entre os escolhidos, mas eles preferiram permanecer desinteressados. Isto foi revelado há muito tempo por Teofilato: “O chamado depende de Deus; tornarmos eleitos (ou escolhidos) depende de nós.”[8]
Ao acrescentar a expressão de Mt 22.14 a esta parábola (e este grupo de parábolas [21.28-22.13]), o escritor sinótico deixa claro sua abordagem da eleição. Os eleitos seguem Jesus.[9]
William W. Klein – Fonte: The New Chosen People, pp. 67-70
Tradução: Paulo Cesar Antunes
[1] Talvez eles tivessem ido para casa vestir suas melhores roupas, mas isto parece improvável devido a sua situação (22.9). Muito provavelmente o rei forneceu os trajes necessários, assim como Deus provê a salvação. Mas esta controvérsia não precisa deter-nos. O ponto é que enquanto os outros convidados satisfizeram as expectativas do rei, uma pessoa não.
[2] O julgamento contra aqueles que inicialmente rejeitaram o convite do rei também foi severo – eles foram destruídos e sua cidade foi queimada (22.7) – mas isto permaneceu dentro dos limites da parábola.
[3] N.T. Expressão alemã comumente traduzida como “contexto vital”.
[4] Nós não percebemos nenhum sinal aqui de alguma escolha eletiva anterior deste grupo de convivas. Hendriksen simplesmente não tem nenhuma base para tirar esta conclusão do versículo: “Em comparação com os muitos que se perdem, são poucos os que se salvam, isto é, poucos são os que foram escolhidos desde a eternidade para a herança da vida eterna” (William Hendriksen, Comentário do Novo Testamento: Mateus, Volume 2 [Editora Cultura Cristã: São Paulo, 2001], 416). Beyschlag acerta o alvo: “A ideia de ser eleito, portanto, não contém o resultado de um decreto unilateral de Deus, mas uma tarefa mútua do comportamento divino e humano. Deus escolhe aqueles que tornam possível que ele os escolha” (W. Beyschlag, New Testament Theology, 2ª ed., 2 vols. [Edinburgh: T. & T. Clark, 1899), 1:138).
[5] David Hill, The Gospel of Matthew, NCB (Londres: Oliphants, 1972), 303.
[6] Schweizer sucumbe a esta tentação quando diz, acerca de Mt 22.3, “A palavra para ‘convidar’ também significa ‘chamar.’ Paulo usa a mesma palavra para descrever o poder do evangelho, que ‘chama’ as pessoas para Deus. O ponto portanto é o chamado de Deus para a salvação” (E. Schweizer, The Good News According to Matthew [Londres: SPCK, 1976], 420).
[7] J. Jeremias pesquisou os usos de polloi (muitos) (TDNT, 4:542). O termo pode ter um significado inclusivo – “todos”. Ele cita o paralelo de 4Es 8.3: “Há muitos criados, mas poucos serão salvos.” Obviamente muitos aqui significa “todos.” Desta forma, ele continua, “Se 4 Esdras 8.3 contrasta a totalidade dos que foram criados com o pequeno número dos salvos, Mt 22.14 contrasta a totalidade dos que foram convidados com o pequeno número dos escolhidos” (ibid.).
[8] E. F. Sutcliffe, “Muitos São Chamados Mas Poucos Escolhidos,” ITQ 28 (1961): 130. De acordo com Sutcliffe, as citações de Teofilato são de Enarration im Evangelium Mattaei; PG. 123:388C.
[9] Esta conclusão é preferível a de Schmidt (TDNT, 3:494-96) que explica Mt 22.14 num sentido dialético: “Muitos são chamados e todavia poucos são chamados; muitos são eleitos e todavia poucos são eleitos” (p. 495). Para Schmidt, Jesus simplesmente adverte contra deixar de apreciar as realidades espirituais. Esta avaliação deixa de considerar suficientemente o contexto. Igualmente achamos deficiente a interpretação de Schweizer. É inconsistente com a parábola concluir, como ele faz, que “‘chamados’ significa aceitar o convite inicial (vss. 3-8), ‘escolhidos’ significa perseverar até o fim (24:22, 24, 31)” (Schweizer, Good News According to Matthew, 421). Na verdade, o convite inicial dos vv. 3-8 não foi aceito. Os que foram inicialmente convidados rejeitaram o convite do rei. Somente no v. 10 alguns atendem o convite, e mesmo entre este grupo um se desqualificou.

por Artigo compilado http://www.cacp.org.br/

sábado, 24 de setembro de 2011

Os cristãos não devem estudar filosofia?





COLOSSENSES 2:8 - Esse versículo quer dizer que os cristãos não devem estudar filosofia?
PROBLEMA:
Paulo nos adverte: "Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas" (Cl 2:8). Isso significa que os cristãos não deveriam estudar filosofia? Se for assim, por que Deus nos deu uma mente e nos ordenou que pensássemos (Mt 22:37) e que raciocinássemos (1 Pe 3:15)?

SOLUÇÃO:
Primeiro, a Bíblia não é contra a filosofia, da mesma forma que não é contra a religião. Ela não é contra a filosofia, mas é contra a vã filosofia, que Paulo chama de "vãs sutilezas" (v. 8). De igual modo, a Bíblia não se opõe à religião, mas apenas à vã religião (cf. Tg 1:26-27).

Paulo não está falando de filosofia em geral, mas de uma filosofia em particular, geralmente entendida como sendo uma forma primitiva do gnosticismo. Isso se evidencia por ter Paulo usado o artigo definido (no grego), que poderia ser traduzido por "a filosofia" ou "esta filosofia". Paulo estava se referindo a essa filosofia em particular, da linha do gnosticismo, que havia invadido a igreja em Colossos, e que envolvia o legalismo, o misticismo e o ascetismo (cf. Cl 2); não se referia a toda filosofia.

Ainda, o próprio Paulo recebera um bom treinamento nas filosofias de seus dias, e até mesmo as citava de quando em quando (cf. At 17:28; T: 1:12). Ele com sucesso "arrazoou" com os filósofos gregos no Areópago, ganhando até mesmo alguns para Cristo (At 17:17, 34).

Em outras passagens ele disse que um bispo deve ser capaz de "exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tt 1:9), e que ele tinha sido "incumbido da defesa do Evangelho" (Fp 1:16). Pedro exortou os crentes, dizendo: "estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1 Pe3:15). Com efeito, Jesus disse que o grande mandamento é amar "o Senhor teu Deus de todo ... o teu pensamento" (Mt 22:37, SBTB).

Finalmente, Deus não premia a ignorância. De fato, ele sabe que nós não podemos ter "cuidado" em relação a uma filosofia, se nós não a conhecemos. Ninguém irá consultar um médico que não estudou medicina. Mas é aqui que está o perigo. O cristão deve aproximar-se das falsas filosofias deste mundo da mesma maneira como um pesquisador da Medicina se aproxima do vírus da AIDS. O cientista deve estudá-lo objetivamente e com todo cuidado, para descobrir todo o mal que ele traz, mas não subjetivamente e de forma pessoal, a ponto de ser contaminado por essa doença.

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia

Autores: Norman Geisler - Thomas Howe

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Número de evangélicos aumenta e o de católicos, cai




Pesquisa realizada pela FGV mostra que panorama religioso passou por mudanças significativas



Maria José Silva
opopular
25 de agosto de 2011 (quinta-feira)



O panorama religioso em Goiás passou por mudanças significativas nas duas últimas décadas. Enquanto o número de seguidores da religião católica caiu, a quantidade de adeptos da religião evangélica teve um avanço considerável na capital e em diversas cidades goianas. A pesquisa Novo Mapa das Religiões, feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com o objetivo de traçar o perfil religioso da população do País, dos Estados e das regiões, revela que entre os anos de 1991 e 2009 o quantitativo de católicos no Estado caiu de 79,63% para 65,42%. No mesmo período, o contingente de evangélicos pentecostais cresceu de 8,67% para 15,65% e o de evangélicos tradicionais pulou de 3,52% para 9,38% (veja quadro).





O estudo da FGV foi estruturado com o objetivo de realizar um completo levantamento estatístico atualizado sobre a presença das diferentes religiões nos recantos do País. Para tanto, os pesquisadores fundamentaram-se nos Censos Demográficos de 1991 e 2000 e nas Pesquisas de Orçamentos Familiares de 2003 e 2009, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os organizadores do Novo Mapa das Religiões constataram que em nenhuma outra variável socioeconômica - como casamento, fertilidade, ocupação, renda, moradia e acesso a bens de consumo - foi constatada mudança vertiginosa quanto à composição religiosa da população.



O panorama das religiões em Goiás segue a mesma tendência da situação em todo o País. Conforme a pesquisa, houve uma queda de 15,19 pontos porcentuais no número de católicos no território brasileiro e o aumento de 7,07 pontos porcentuais na quantidade de evangélicos pentecostais no Brasil. O diretor do Departamento de Filosofia e Teologia (FIT) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Valmor da Silva, destaca que este fenômeno está relacionado sobretudo a fatores históricos da religião no Brasil.



A Igreja Católica, acentua Valmor Silva, foi introduzida no País de forma hegemônica, durante a colonização. Nos séculos posteriores, não passou pelo processo de aculturação. Contrariamente, conforme o diretor do FIT, a Igreja Católica manteve o padrão europeu, caracterizado por hierarquia rígida e pelo seguimento de dogmas.



Já a Igreja Evangélica, assinala Valmor Silva, conseguiu aproximar-se mais da cultura brasileira, apresentando-se à população com uma hierarquia menos fechada. Nela, por exemplo, não há celibato nem a liderança exclusiva aos homens. Os cultos seguem a Bíblia e a palavra de Deus é interpretada mais livremente. "A Igreja Evangélica conseguiu acompanhar mais as mudanças culturais, com espaço maior para as mulheres", ressalta Valmor Silva, emendando que os pastores são mais populares.



Papel social



O avanço do número de seguidores da Igreja Evangélica também pode estar relacionado ao fato de os seus componentes desenvolverem um intenso trabalho social em favor dos adeptos, buscando claramente o crescimento de seguidores. O presidente da Ordem dos Teólogos e Teoterapeutas do Brasil, pastor João Batista Ayres Rosa, acentua que a Igreja Evangélica, de forma geral, tem um importante papel na recuperação de dependentes químicos e atua de forma efetiva com o aconselhamento psicoterapêutico. Além disso, conforme diz, os evangélicos desenvolvem ações de evangelização em presídios, e de conscientização nas casas dos fiéis.





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dez anos após reconhecimento, MEC já credenciou 43 cursos de teologia

Durante muito tempo menosprezado pela academia secular, o ensino teológico cristão ganhou no Brasil tônus oficial, com o reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). Na última década, muitas instituições buscaram o aval junto ao MEC. Atualmente, há 102 cursos de teologia, de diferentes linhas religiosas, com o selo oficial, segundo o site do Ministério.



Das pregações campais de Jesus, passando pelas reuniões subterrâneas dos primeiros cristãos até os nossos dias, a forma de instruir os fiéis a respeito dos assuntos relacionados ao Reino de Deus mudou, institucionalizou-se e chegou às portas do Estado. Do didaqué às modernas salas de aula dos seminários, o que antes era motivo de perseguição e alvo de sussurros agora virou pauta de discussões e leis governamentais. Durante muito tempo menosprezado pela academia secular, o ensino teológico cristão ganhou no Brasil tônus oficial, com o reconhecimento, pelo governo federal, de dezenas de cursos de educação religiosa que se submeteram às exigências estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e ganharam status de instituições de nível superior.



Antiga reivindicação dos estudantes de teologia, que se sentiam discriminados pelo poder público, essa oficialização, que acaba de completar dez anos, tem promovido profundas mudanças, mas ainda não eliminou alguns temores - como o de que a validação dos diplomas poderia prejudicar o caráter espiritual da transmissão do saber teológico.



Em meio aos debates sobre as vantagens desse reconhecimento, boa parte dos teólogos, professores, líderes denominacionais, representantes de instituições religiosas e alunos ainda não têm opinião consolidada. A gênese da questão foi a adoção do Parecer 241/99. Ali, o Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu o caráter universitário do curso teológico e a possibilidade de sua aceitação como tal. Na última década, muitas instituições buscaram o aval junto ao MEC. Atualmente, há 102 cursos de teologia, de diferentes linhas religiosas, com o selo oficial, segundo o site do Ministério (a lista completa está em http://emec.mec.gov.br/, digitando-se teologia). Desses, 43 são evangélicos. A quantidade oscila devido ao constante acréscimo ou descredenciamento de instituições, uma vez que as exigências são renovadas anualmente.



Como a conquista é ainda recente, a maioria dos especialistas prefere um discurso mais ponderado em lugar do entusiasmo. Mas é notório que a oficialização dos cursos conquista bem mais simpatia do que repúdio nos círculos acadêmicos evangélicos. "Hoje não há mais opção - a necessidade de credenciamento das faculdades e cursos de teologia é uma realidade não apenas inevitável, mas obrigatória por lei", sentencia o diretor geral da Faculdade Teológica Batista de São Paulo (SP), Lourenço Stelio Rega. "O governo atendeu uma demanda que existia no nosso meio há muito tempo". O professor, que também é pastor batista, destaca os benefícios disso para o corpo discente: "O aluno que se forma num curso oficializado tem a prerrogativa de ser reconhecido para continuar seus estudos em outros níveis, trazendo melhores condições para servir no ministério". Na mesma direção vai Carlos Osvaldo Pinto, reitor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, em Atibaia (SP): "A ideia do reconhecimento é boa, pois permite às escolas evangélicas a busca da excelência na formação de seus alunos", opina.



Aperfeiçoamento técnico







O papel de avaliador para cursos de teologia do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), somado ao de diretor da Faculdade Teológica Sul-Americana de Londrina (PR), dá ao pastor presbiteriano Jorge Henrique Barro uma visão privilegiada sobre o assunto. Com a experiência de quem já avaliou muitas escolas teológicas por meio do Inep, autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação, Barro tem opinião favorável ao reconhecimento governamental. "Esse processo traz muitos benefícios para a escola. Melhora as condições técnicas do curso, como o projeto pedagógico e o plano de desenvolvimento institucional, bem como a biblioteca, o corpo técnico-administrativo e o próprio alunado", avalia.



No entender do educador, uma escola que passa por esse teste cresce e se desenvolve com mais consciência educacional. "Torna-se uma instituição dirigida por gente melhor preparada para inseri-la no contexto federativo de ensino", pontua. É justamente na questão da inserção da Igreja e de suas instituições de ensino no mundo que a cerca que o presidente da Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (Aste), pastor Manoel Bernardino Filho, vê os maiores avanços com as novas legislações. Além do aperfeiçoamento técnico de escolas e alunos, ele também enxerga benefícios sociais no processo: "Por que buscar o reconhecimento? Porque a Igreja não é um gueto; é uma comunidade que precisa viver a cidadania, cujos membros devem estar inseridos de modo sadio na sociedade", defende.



A questão do reconhecimento dos cursos de teologia segue uma tendência mundial, embora por meio de modelos diferentes. Nos Estados Unidos, são agências de cunho evangélico autorizadas pelo governo - como a Association of Theological School (ATS) e a Association of Biblical High Education (ABHE) - que dão a chancela aos seminários, mediante exigências severas. Em grande parte da Europa ocidental, como na Alemanha, a teologia é curso superior reconhecido, sempre ligado a uma universidade. Já no restante da América Latina, acontece o mesmo processo de oficialização que ocorre atualmente no Brasil. "Pode-se dizer que o movimento iniciado no final dos anos 1990 é irreversível e atinge todo o continente", afirma Bernardino.



Por aqui, as primeiras escolas teológicas reconhecidas foram as católicas, especialmente as Pontifícias Universidades (PUCs). Além delas, já há cursos oficializados entre presbiterianos, metodistas, luteranos e assembleianos. Sendo a teologia uma área do conhecimento já reconhecida pelo MEC, os direitos e as regras advindas da oficialização são iguais para estabelecimentos de ensino ligados a todos os credos. E a diversidade religiosa do país faz com que outras confissões também estejam buscando seu lugar ao sol no panorama acadêmico nacional - caso de um curso de bacharelado em teologia espírita kardecista, em Curitiba (PR), e da Faculdade de Teologia Umbandista, em São Paulo. Nesta última, disciplinas como liturgia afro, botânica umbandista e administração de terreiros compõem a grade, que está sendo avaliada pelo MEC.



Confessionalidade







A sedução oferecida pelo status de nível superior derruba até mesmo um aspecto que, historicamente, causa calafrios em qualquer cristão: a influência do Estado sobre assuntos da Igreja. Afinal, desde Constantino I, o imperador romano que inseriu o cristianismo na esfera de poder a partir de 313 a.D., a miscigenação de governo religioso e eclesiástico tem provocado desastres teológicos, contaminação da fé e esfriamento espiritual. Porém, a possível ingerência do Ministério da Educação sobre os currículos dos cursos religiosos não parece incomodar tanto o pessoal da área. "Não vejo conflito de interesse nisso, porque eles passam pela avaliação de uma equipe de especialistas altamente credenciados para tanto", endossa o pastor presidente da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, Paulo Moisés Nerbas. Ele fala com conhecimento de causa, já que foi coordenador do primeiro curso de teologia protestante a ser reconhecido oficialmente no Brasil, o da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), sediado na cidade gaúcha de Canoas.



No entender de Nerbas, o reconhecimento vai ao encontro dos desejos das igrejas que mantêm instituições de ensino sérias e idôneas. "Essa legitimação oficial divulga a teologia no mundo acadêmico e atesta a seriedade, a integridade e a confiabilidade de um curso", enumera. "Além disso, confere aos ministros religiosos um diploma que lhes abre portas de acesso muito interessantes, profissionalmente falando". Por essa razão, o professor vê com bons olhos as exigências do governo para a adequação das escolas. "É um processo sadio", afirma.



"O MEC não está preocupado com a questão da confessionalidade, mas com a qualidade das escolas e dos cursos oferecidos", faz coro Manoel Bernardino. "É preciso dizer que o governo não reconhece um seminário, e sim o curso de teologia. Para isso, o seminário precisa criar uma faculdade dentro de sua estrutura". Até o momento, de fato, não há interferência direta do governo no conteúdo do que tem sido ministrado nas salas de aula dos seminários. O Parecer 241/1999 é taxativo: "Os cursos de bacharelado em teologia sejam de composição curricular livre, a critério de cada instituição, podendo obedecer a diferentes tradições religiosas". Noutras palavras, quem define de fato os critérios a serem seguidos são as próprias instituições de ensino, salvaguardando assim sua visão institucional e denominacional.



"Se uma escola é de linha pentecostal, continuará sendo pentecostal. E nenhum seminário batista, por exemplo, precisa temer ter de se tornar presbiteriano", continua o pastor Jorge Barro. Implantado ano passado, o Parecer CNE-CES 118/09 - elaborado por pessoal externo à área teológica, e que ainda não foi homologado - diz apenas que um currículo teológico deve atender a seis eixos: filosófico, metodológico, histórico, sócio-político, linguístico e interdisciplinar. Mas representantes evangélicos, como o professor Lourenço Rega, estão justamente no meio de um diálogo sobre ajustes e aperfeiçoamentos nesse Parecer com o ministro da Educação, Fernando Haddad - e, segundo ele, as autoridades do setor têm se mostrado receptivas.



"Febre descontrolada"





Em artigo publicado na revista católica Ciberteologia (Paulinas), o professor de teologia e ex-vice-reitor comunitário da PUC-SP João Décio Passos afirma que o Parecer 118/09 significa um "avanço técnico" em relação aos anteriores. Segundo o especialista, a norma fornece parâmetros objetivos, que superam os de natureza unicamente formal até agora em vigor. Um deles, explica, é a exigência de um "perfil científico" dos bacharelados, de maneira análoga ao que já se observava nas graduações em ciências humanas. "A sua natureza normativa mantém, contudo, sob suas orientações, um senso comum em relação à teologia - ao que parece, ainda dominante no Conselho Nacional de Educação - de que ela é uma 'coisa de Igreja', constituída, portanto, por um universo de significados de fé sobre o qual o Estado não pode emitir nenhum parecer", explica. Passos defende que cabe ao Ministério da Educação a função de legislar, mas sem entrar no mérito das opções de fé a que se relacionam.



Mas onde fica, nessa nova ordem, o caráter ministerial do ensino teológico? Para o presidente da Associação Evangélica de Educação Teológica na América Latina (Aetal), Márcio Matta, o credenciamento traz algumas desvantagens. Entre os problemas, estaria a desvirtuação da função histórica das escolas cristãs - "Afinal", lembra, "elas foram criadas a fim de formar obreiros exclusivamente para ajudar a Igreja a cumprir sua missão". Ele insiste na tese da separação entre Igreja e Estado: "Num primeiro momento, não há por que buscar o reconhecimento oficial para nossos cursos teológicos", sustenta.



Para o presidente da Aetal, no entanto, é o próprio desenvolvimento técnico e acadêmico dos seminários que desencadeia essa aproximação. "À medida que inserimos matérias como psicologia, sociologia e filosofia em nossas grades, gera-se uma demanda natural para o reconhecimento do governo para este novo currículo", observa. Esse fenômeno provocaria o que Matta classifica de uma "febre descontrolada" pela busca do reconhecimento, motivada pelos benefícios materiais que ele proporcionaria aos formandos - entre eles, a habilitação para o magistério de nível superior e a possibilidade de acesso a cargos públicos com exigência de graduação em terceiro grau.



O professor Neander Kraul, reitor do Seminário Bíblico Betel, no Rio de Janeiro, mostra-se bastante cético com relação aos benefícios do reconhecimento pelo sistema educacional nacional. "As evidências dão conta de que a Igreja praticamente nada ganhou com o reconhecimento, se o objetivo último dos seminários ao ofertar cursos de teologia for o de servir a Igreja", ressalta. "Ao nivelarmos pura e simplesmente essa área de formação com as demais, passamos a admitir a teologia como campo profissional e derrubamos nosso antigo discurso de que pastores não são profissionais", alerta. Ele vai além, e enxerga como "algo maligno" o que considera uma inquestionável ingerência do governo sobre as atividades educacionais cristãs. "O Estado passa a ditar o que é 'religiosamente correto'. Ganhamos terreno numericamente, mas perdemos voz e influência quando se trata da verdade."



Neander, que também é pastor, critica o nivelamento da verdade bíblica com todas as expressões religiosas. "Neste sentido, padronizar uma estrutura na qual se encaixe uma pretensa liberdade curricular é um detalhe sintomático". Segundo ele, o segmento protestante é capaz, por si só, de desenvolver indicadores de qualidade e desempenho para nortear o trabalho dos seminários. "Sempre tivemos instituições sérias, que lutam na promoção de uma educação teológica de excelência", lembra, acrescentando que esse ensino não pode ser visto como mais um nicho de mercado. Sobre a oficialização dos cursos teológicos, o reitor prefere lembrar o que já aconteceu no passado: "Algumas dessas iniciativas naufragaram", aponta, "e outras estão fazendo muitos seminários que não querem ou não podem aderir ao novo modelo pecar, recorrendo a mecanismos moralmente escusos. Se tirarmos Deus do processo, como estão fazendo, tudo perde o sentido. A questão fundamental que levanto é de cunho ideológico, considerando nossa realidade histórica", conclui.



Qualificação







A bem da verdade, ao longo destes dez anos, os seminários que já conquistaram o reconhecimento têm servido de laboratório. Por um lado, atender às exigências oficiais é custoso e exige muito investimento. Por outro, não se verificou uma corrida de novos alunos. Os dirigentes não detectaram aumento no número de matrículas por conta da novidade, e nem houve redução. Todavia, um efeito é notório: em muitas instituições, houve um sensível incremento na qualidade do ensino e na qualificação do corpo docente - o que é positivo para os alunos e, por tabela, para as igrejas, que receberão, em tese, obreiros melhor preparados.



O problema é que a necessária qualificação dos professores para atender às novas normas custou a alguns deles seus cargos. "Se muitos dos antigos mestres não acompanharem a evolução do ensino, não há como mantê-los", reconhece o presidente da Aste. O que não significa, no entanto, que eles precisam ser necessariamente dispensados. "A instituição também pode investir nesse pessoal em outras áreas funcionais", argumenta Márcio Matta. "Se você pleiteia uma função, precisa se preparar para ela, atender aos requisitos estabelecidos. Nenhum professor precisa ser dispensado, a não ser que ele próprio se desligue por julgar que não precisa de titulação", concorda Manoel Bernardino.



No Seminário Teológico Escola de Pastores, ligado à Igreja Presbiteriana Betânia, o assunto suscita bem menos polêmica. Alunos e professores saúdam o reconhecimento oficial dos cursos teológicos como um avanço. "Acredito que tem havido rumores infundados, visto que a intervenção do MEC não se dá em dimensões confessionais, mas em aspectos estruturais, acadêmicos ou pedagógicos, o que é um ganho para as instituições", explica o diretor geral Luiz Vanderley Vasconcelos de Lima. Ela e a diretora acadêmica Maria Cristina Vidal entendem que a preocupação do Conselho Nacional de Educação é a de assegurar que o ensino da teologia tenha as características próprias de um curso de nível superior. "Teologia se faz com reflexão crítica e interdisciplinar", aponta Lima, "mas sem abrir mãos dos joelhos que se dobram em oração. E nem o Ministério, e nem ninguém, pode nos tirar isso", vaticina.



O caminho da oficialização







O processo de obtenção do reconhecimento começa com a entrada da documentação da instituição junto ao Ministério da Educação (MEC), o que pode ser feito pela internet. Uma vez vencida a fase documental, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) envia uma comissão verificadora, que procede a uma investigação com visitas às instalações e a análise de uma lista com mais de cem itens.



O MEC examina, por exemplo, a estrutura física da instituição, a existência e tamanho de biblioteca, a qualificação dos docentes e a funcionalidade - uma verificação estritamente técnica, e não confessional. As comissões que vão às escolas solicitantes são compostas por professores protestantes e católicos, ligados necessariamente a instituições que já tiveram seus cursos teológicos oficializados.



A legislação também já abre portas para que mesmo os alunos formados em teologia por cursos não reconhecidos pelo MEC obtenham a validação de seu diploma. Isso é possível caso o seminário onde tenham efetuado seus estudos possua requisitos mínimos de disciplinas e horas-aula. É preciso, para isso, que o interessado preste prova de ingresso junto a uma instituição que tenha o reconhecimento oficial e, uma vez aprovado, frequente um curso chamado validação em teologia (já oferecido pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de S. Paulo, pala Faculdade Sulamericana de Teologia em Londrina, pelo Instituto Metodista Bennett do Rio de Janeiro, além de outros).



Em geral, essa extensão tem duração de um ano e pode ser feita de maneira presencial ou à distância, com uma frequência mínima à instituição. Em ambos os casos são exigidos trabalhos, provas, avaliações, estágios e outros requisitos, sempre com notas e médias mínimas iguais às estabelecidas para os cursos oficializados. Na prática, o que esse processo de validação promove é uma adequação do curso não-reconhecido, segundo os padrões exigidos pelo Ministério da Educação.



Diretor do MEC descarta supostos privilégios a escolas católicas







A posição oficial do Ministério da Educação (MEC) é a favor da equidade entre as diversas confissões religiosas. O diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, professor Paulo Roberto Wollinger, nega que haja privilégios para uma ou outra instituição em função de sua fé. "As regras são as mesmas para todas as instituições, independente da linha religiosa", afirma. Ele também repudia a ideia de que o MEC determine os currículos dos cursos de graduação. Confira entrevista::



Existem diferenças de critérios para credenciamento entre cursos católicos e evangélicos?



As regras para credenciamento e recredenciamento de instituições, bem como de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação são definidas pela Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e demais instrumentos de regulação da educação superior. Essas regras são as mesmas para todas as instituições, independente da linha religiosa. A avaliação do curso é feita pela visita de uma comissão de especialistas à instituição. Esses especialistas analisam o projeto pedagógico, a composição e formação do corpo docente e a infraestrutura da faculdade, utilizando instrumentos de avaliação específicos. Dependendo da avaliação o curso pode ou não ser autorizado.



Até que ponto o Estado deve interferir na formação de um currículo de cunho religioso?



O Ministério da Educação é responsável pelo sistema federal de ensino, o que abrange as instituições públicas federais e as criadas e mantidas pela iniciativa privada. É importante destacar que o MEC não determina os currículos dos cursos de graduação; isso é uma atribuição das próprias instituições de ensino. O que existe são as Diretrizes Curriculares Nacionais, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) que apresentam as características gerais dos cursos, com as competências e habilidades que os estudantes devem adquirir ao longo da graduação. Essas diretrizes servem como parâmetro para a formulação dos currículos pelas instituições.





Fonte:Guia - me

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O QUE É UM TEÓLOGO?

A imagem que algumas pessoas fazem de um teólogo é de alguém que está constantemente enclausurado no último aposento de uma casa, às voltas com obras raras, escritas em dialetos desconhecidos do grande público ou com livros pesados e grossos. Mas, na verdade, um teólogo é uma pessoa bem mais próxima de nós do que pensamos. Ele presta serviços de consultoria a escritores, por exemplo, que estejam usando a religião para contar alguma história ou fornece orientação a grupos religiosos em geral, principalmente organizações não ¬governamental. Outra confusão que é feita com freqüência: um padre ou um pastor pode ser um teólogo, mas um teólogo nem sempre é um religioso. Podemos encontrar um teólogo dando aulas em cursos universitários da área de ciências sociais, como Letras, Antropologia, Sociologia. Aliás, é cada vez maior nos meios acadêmicos a intertextualidade entre as disciplinas.

domingo, 14 de novembro de 2010

dez mandamentos para o teólogo evangélico

Teólogo no Brasil está sendo mais valorizado com a crescente onda do evangelho que varre nossa nação.

Sugiro dez mandamentos para o teólogo evangélico:

1. Comprometa-se com a essência do Evangelho de Cristo;
2. Vista de simplicidade e transparência;
3. Não serás aplaudido. a honra e a glória é de Cristo;
4. Ensinar a palavra aonde o espírito mandar e não por dinheiro ou honrarias;
5. Tuas quatro ferramentas serão: Oração, jejum, palavra e o vigiar constante:
6. Em tuas explanações jamais trocarás Paulo por Heródoto, Davi por James Joice, Daniel por Lula, mesmo que o faça, coloque em segundo plano nunca em primeiro;
7. A hermenêutica será teu braço direito o esquerdo a exegese da Palavra;
8. Quando entrares em uma igreja te portarás como um sacerdote, nunca como um palhaça (circo) e um ator (Teatro);
9. Sobre teu chamado terás a seguinte máxima de Billy Graham: “senhores Deus não me rebaixaria a tanto, sendo presidente dos EUA”? (depois de ser aconselhado por um colegiado a se candidatar a presidente);
10. E nunca esqueça que além de ti ainda tem sete mil que reservei para mim

Cursos de Teologia: MEC Promove Audiência Pública


A regulamentação e diretrizes dos Cursos de Teologia serão temas de uma audiência pública no dia 22 de novembro em Brasília. O encontro com a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, ligada ao MEC, será liderada por uma comissão composta pelos conselheiros Antonio Araujo Freitas Junior, presidente e Gilberto Gonçalves Garcia, Relator.

A reunião tem como objetivo propor diretrizes curriculares Nacionais para o Curso de Teologia. A comissão está convocando todos os pastores e líderes à participar e discutir rumos para o caso. Eles devem confirmar presença até o dia 18 no email audienciateologia@mec.gov.br. Na página www.mec.gov.br/cne, na aba Audiências Públicas, estão disponíveis informações para subsidiar as discussões sobre o tema da referida Audiência Pública.

Data: 22/11/2010
Local: Avenida L2 Sul – Quadra 607 Bloco 50 - Edifício Sede do CNE - Plenário ANÍSIO
TEIXEIRA - Brasília – Distrito Federal
14h30 – Abertura
14h50 – 16h – Exposição/Palestras
16h – 17h – Participação do Público
17h – 18h – Respostas e Considerações Finais

Por Celso de Carvalho


Fonte: Creio, em 11/11/2010
Publicado em 14/11/2010